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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

MANIFESTO DE APOIO ÀS MOBILIZAÇÕES DO MST E MTST NA REGIÃO DE CAMPINAS



MANIFESTO DE APOIO ÀS MOBILIZAÇÕES DO 


MST E MTST NA REGIÃO DE CAMPINAS


Devido à URGÊNCIA do caso, solicitamos que seu apoio seja enviado para mpinassi@gmail.com 

MANIFESTO
Os abaixo-assinados, atuantes nos meios acadêmicos e fora dele (professores do ensino médio, jornalistas, advogados, profissionais da saúde etc.) – comprometidos com as causas justas e historicamente necessárias da classe trabalhadora e dos setores populares -, manifestamos nossa mais plena solidariedade às atuais mobilizações, oportunamente organizadas em conjunto pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto na região metropolitana de Campinas, Estado de São Paulo.

Em Americana, numa área próxima ao assentamento Milton Santos, do MST, cerca de 600 famílias ocupam terras públicas federais, irregularmente utilizadas pela Usina Esther para o saturadíssimo plantio de cana-de-açúcar.
Em Hortolândia, desde o dia 12/8, outras 400 famílias permanecem sob a lona preta ocupando um imenso latifúndio urbano destinado à nefasta especulação imobiliária.
Frente ao fato de que a hegemonia exercida pelas transnacionais voltadas ao agronegócio e à construção civil impõe a mais séria devastação ambiental ao planeta e a mais absoluta miséria a milhões de famílias trabalhadoras no Brasil e no mundo inteiro, consideramos que a OCUPAÇÃO de terras devolutas e de latifúndios urbanos segue sendo um instrumento necessário e legítimo para a luta dos trabalhadores contra a ofensiva do grande capital. Por isso estaremos atentos às formas pelas quais as autoridades governamentais conduzirão as negociações com os movimentos sociais envolvidos, repudiando, desde já, todo e qualquer tipo de violência física ou moral que eventualmente seja cometido contra essas mobilizações que visam recompor a dignidade da classe insistentemente solapada pelo espectro do desemprego estrutural e todas as formas atuais de trabalho degradantes, seja no campo seja na cidade.

Campinas, 22 de agosto de 2011.
Maria Orlanda Pinassi – UNESP
Ricardo Antunes – IFCH/UNICAMP

Enviem email para: mpinassi@gmail.com autorizando a adesão, com nome completo.

domingo, 21 de agosto de 2011

OCUPAÇÃO DO MST EM AMERICANA


Através desta luta, as famílias acampadas e aliados do MST enfrentam as opressões do passado para abrir os caminhos para um futuro mais igualitário, fazendo com que o presente siga veredas da resistência dos de baixo. Por Passa Palavra
Na madrugada de 06 de agosto de 2011, diversas famílias do MST ocuparam no município de Americana, região de Campinas, o sítio Boa Vista, ilegalmente invadido pela Usina Esther para o cultivo de cana-de-açúcar.
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O sítio ocupado tem cerca de 80 hectares, pertence ao INSS e a área fica ao lado do assentamento do MST Milton Santos, uma ilha de produção de alimentos cercada pelo deserto do monocultivo de cana-de-açúcar, onde estão assentadas 75 famílias. Logo na entrada da ocupação, seus integrantes plantaram mudas de bananeira e outros cultivos alimentares.
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Esta é mais uma ocupação realizada pelo MST em áreas griladas pela Usina Esther que, segundo algumas estimativas, já usurpou cerca de quatro mil hectares de terras públicas municipais, estaduais e federais.
ocupa-americana-021Curiosamente, como se a dominação do passado se repetisse como uma eterna injustiça no presente, no mesmo dia da ocupação pelo MST, os advogados da Usina, junto à Polícia Militar, tentaram – sem sucesso – forçar a reintegração de posse com uma liminar judicial de dois anos atrás, datada de 2009. Já na última ocupação feita na mesma área, a Polícia Militar, sem uma liminar da justiça, havia realizado brutalmente o despejo das famílias. Coincidentemente, conforme relatado por moradores da região, a Usina contrata diversos policiais temporariamente como seguranças.
Tal situação não intimidou os ocupantes e centenas de famílias e pessoas provenientes das cidades de Americana, Cosmópolis, Paulínia, Limeira e Campinas continuam a chegar à ocupação e montar seus barracos de lona preta.
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ocupa-americana-019Conforme prosas [conversas] que tivemos, as situações que as movem vão desde o desemprego provocado pela mecanização das fazendas até a falta de condições para continuar a pagar aluguel nas periferias das cidades. Demonstrando, na prática, que apesar do crescimento da economia e de programas assistenciais, há grande parcela da população excluída do banquete oficial e com gana de lutar.
Através desta luta, as famílias acampadas, os apoiadores e aliados do MST enfrentam as opressões do passado para abrir os caminhos para um futuro mais igualitário, fazendo com que o presente siga veredas da resistência dos de baixo.
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http://passapalavra.info/?p=44292


O vídeo abaixo registra a ação da polícia (com policiais não-identificados), em 12 de Dezembro de 2009, expulsando 400 famílias que ocuparam as terras GRILADAS pela Usina Esther:



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Para os Apoiadores e Aliados
Para garantir a continuidade dessa luta, as famílias acampadas estão necessitando com urgência doações de:
- Lona
- Alimentos
- Gás
- Cobertores
- Produtos de higiene pessoal
Contato: Luciana – (19) 9218-8574