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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Uma alternativa à democracia representativa: a Democracia Experimental

Diante dos desmandos daqueles que, teoricamente, deveriam ser nossos representantes trazem à tona a necessidade de se rever os conceitos acerca da Democracia direta. Eis que, no ano 2000, na cidade de Vallentuna surge a DEMOEX, a democracia DIRETA que conta com a ascensão da tecnologia e dos meios de comunicação. Uma discussão da qual ninguém que questiona a ordem vigente:



http://demoex.com.br/index.asp

sábado, 10 de dezembro de 2011

Uma mosca que pousou na sopa de Tatu(í)

Segue abaixo, uma das provas de que as coisas têm sido feitas, de que as lutas têm sido travadas, mesmo que a passos lentos, por aí afora!!! Força, Coletivo Ágoras, vocês não estão sozinhos!!!!! O KRISIS apenas repassa o que vem a seguir, com muito orgulho, o discurso e a ação é de autoria e autonomia do Ágoras!

COLETIVO ÁGORAS – Manifesto de Fundação

Diante de um cenário onde milhões de jovens saem às ruas, onde o possível colapso do sistema econômico global se mostra cada dia mais sensível em regiões diversas do planeta e perante a inoperância dos poderes públicos num âmbito local, nós declaramos aberto o Coletivo Ágoras, combateremos piamente as falcatruas que tanto revoltam aqueles que defendem um mundo livre de hipocrisias e falsas promessas.

Não bastando discursos e idealismos, desenvolvemos um coletivo para fundamentar campanhas de denúncia e conscientização dos estudantes e trabalhadores. Saudamos as revoluções da Primavera árabe ocorridas neste ano de 2011, envolvendo diversos países como Egito, Tunísia, Líbia e Síria. Observamos atentamente e apoiamos a ação de ativistas ocupando praças pelo mundo, com destaque para a Europa e os EUA.
Juntamos nossa voz à juventude chilena que busca uma educação gratuita e de qualidade.

Nos países industrializados o massivo movimento de pessoas, questionando o processo de redução da qualidade de vida, com planos de austeridade, para manter o status quo, nos causa asco e provoca a necessidade de uma renovada perspectiva. 

Na esfera municipal denunciamos uma política que é infelizmente comum em sociedades com tímida participação da sociedade civil, políticos outrora inimigos se tornam aliados e fazem um nojento jogo de cadeiras, onde aqueles que tentam questionar o jogo sujo ficam excluídos de participar. 
Questionáveis projetos, com exagerado uso de dinheiro público precisam ser apurados. Há a necessidade de explicar à população os atrasos para entrega. Obras diversas como a reforma da câmara, a reforma da Praça da Matriz, a construção de quadras de tênis, a reforma da maternidade, entre outras. Todas organizadas com licitações duvidosas deixam a transparência política num plano inteligível.

Considerações Recentes

Quinta feira agora, dia 8/12, um grupo de manifestantes se reuniu na Praça da Matriz de Tatuí, durante sua re-inauguração (pela oitava vez, diga-se de passagem). Este grupo somos nós, o Coletivo Ágoras. A enésima inauguração da praça central desta cidade interiorana serviu também como a inauguração de um ciclo de ações coletivas, que se propõe a utilizar variadas formas, em busca de único, mas ao mesmo tempo complexo pedido: COERÊNCIA. Parece simples, parece chato, e até mesmo distante. Mas o que se propõe é o questionamento das diversas contradições e hipocrisias que existem na sociedade hoje. Hipocrisias que muitos enxergam (seja no outro ou em si mesmo) e discordam. Nós sabemos disso, tanto que o que foi feito quinta feira agora não é nada mais do que tornar público o que muitos já pensam, e conversam nas filas do banco, do mercado, nas praças e nos bares.

Em um protesto tímido, que quase pediu licença aos presentes para estar ali (mas não à Prefeitura, já que ela é que deve pedir licença ao povo para fazer as coisas), um grito alto foi dado, dizendo o que é há tempos sussurrado pelas vielas, pelos becos, pelos bairros periféricos sem calçadas e asfalto de qualidade, por cada indivíduo que passa em frente às construções em eterna reforma e construção, enquanto uma praça com o custo de 1.3milhões fica pronta em 8 meses (e olha que era par ter ficado em 4, mas houve um “”“pequeno””” atraso (sim, com muitas aspas).

Havia um grande numero de pessoas, e não seremos hipócritas ao afirmar que era esperado um ato grandioso. Mas, na medida do que foi organizado a se fazer, o resultado foi muito maior do que o esperado. A prova disso se dá, durante a distribuição dos panfletos, quando muitas pessoas apoiaram o ato, elogiando a iniciativa e dando parabéns. Houve também quem perguntasse quanto estávamos ganhando por aquilo, e só agora vêm à cabeça que a resposta poderia ter sido “Liberdade, senhora”, mas na hora só saiu um “na verdade, absolutamente nada”. O que dizer então da diferença gritante entre a intensidade forte dos aplausos no início e a aparência fraca destes ao término da cerimônia do prefeito, ou da necessidade dele deixar claro, durante o discurso e com um tom de voz claramente incomodado, de que no portal da prefeitura há o orçamento dos gastos. Mas, apesar de suas falas, os cartazes ainda serviram de resposta.

Não, não pretendemos parar por aqui. E não, também não estamos aqui para representar ninguém, principalmente partidos e/ou empresas, mas sim para ter uma tentativa de mostrar que é possível SIM que cada um se faça ser ouvido, mas para isso é preciso se mobilizar, se unir, se organizar.

O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” Martin Luther King


Panfleto e Cartazes do Ato na re-inauguração da Praça da Matriz de Tatuí, dia 8/12/2011

Tatuianos, vocês notaram que essa obra demorou mais do que devia para ser concluída?
Pois é, podemos sugerir várias explicações para isto, logo teremos que escolher um novo prefeito para nossa cidade e, se permitirem, outros vereadores. Todo este atraso é exagerado e aparenta estratégia política, visando estas eleições, e sim meu caro, é seu voto que eles querem fisgar!
Você contribuinte, quero que imagine todo o seu salário e saiba que nós trabalhamos, em média, 4 meses por ano, somente para pagar impostos, os quais deveriam ser investidos em saúde, transportes, EDUCAÇÃO, entre outras coisas essenciais para o nosso bem-estar.
Reformas nesta praça são rotineiras (Borsatto, Veio Quevedo e outros usaram a mesma estratégia). Esta está excedendo o prazo, usou verba federal, enviada pelo ministério do Turismo (do já afastado Vacarezza), enquanto alguns bairros de Tatuí não têm nem calçadas (Jardim América), a maternidade permanece em reforma... e as quadras de tennis? Paradas!
Agora quero que se lembre do seu salário, em oito meses gastaram 800 mil para, basicamente, colocar lajota e destruir o antigo coreto. Você mais que ninguém sabe o valor de seu suor.
Vale ressaltar que a empresa Camargo LTDA próxima ao prefeito venceu a licitação e está comandando esta reforma, tirem suas próprias conclusões perante a isto...
Chegou a hora de dizer por que estamos aqui, podemos observar que em todo o mundo, a população está começando a se revoltar contra seus opressores Egito, Líbia,Chile EUA, e outros países, este espírito de conformismo está morrendo aos poucos, e queremos você, conscientizado, ao nosso lado, para que possamos de alguma forma, juntos, mudar nossa realidade, e construir uma sociedade mais justa e igualitária!
Nossa arma é nossa Voz - Coletivo ÁGORAS

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma luta velada, um grito no peito, uma angústia...



Frente de afinidade: Professor de Sociologia do Cursinho DCE da Unicamp
Duração: fevereiro/2011 a maio/2011 (sim, já foi)
Perspectivas: conscientização além vestibular através da Sociologia e do cotidiano dos estudantes
Desenvolvimento e Resultados: segue abaixo...

Um dia, um cartaz anunciando a inscrição de professores voluntários para o um cursinho pré-vestibular do pessoal da gestão Cantando por Liberdade do DCE da Unicamp (formada por um coletivo chamado Domínio Publico, claramente baseado em concepções políticas de um dos núcleos internos do PSOL, embora não declarem isso).
Teoricamente, um cursinho coletivo, com participação de professores,  coordenadores pedagógicos E estudantes. Teoricamente... Na prática, a vanguarda... Sim, nas palavras de um irmão em liberdade, a Vã-Guarda. Me disseram que isso hoje está mudando, eu espero que sim, pois sei que existem pessoas lá insatisfeitas com a forma que está. O paradoxo da necessidade de compreender como os estudantes encaram o cursinho, mas ao mesmo tempo a não convocação dos mesmos para as reuniões. A afirmação da abertura que os estudantes possuem de recorrer aos coordenadores para conversar sobre alguma angústia, mas ao mesmo tempo o distanciamento entre os coordenadores e estes mesmos estudantes.
Não, não dava para encarar apenas como um cursinho pré-vestibular. Não apenas por ser um cursinho popular, mas também pelos motivos acima. Não há explicação para uma proclamação de cursinho popular e democrático, mas que possui pretensões de selecionar apenas professores que  possuem um “engajamento político”. Que eu saiba o processo pedagógico não é só entre professor e estudante, mas também entre professores pois, afinal, é democrático. E se é assim, alguém que quer entrar no cursinho pra ganhar experiência deve ter a mesma oportunidade que alguém que possui o suposto engajamento, pois dentro do cursinho é um lugar onde se dá a dialética entre os diferentes interesses de estar ali. Realmente, talvez, como algumas pessoas da LER-QI me disseram uma vez, MEU conceito de democracia seja deturpado. Esqueci de perguntar a eles se a democracia deveria ser só para alguns então, e quais seriam eles, pois 95% da população não pensa de forma democrática ou sequer igualitária...
Só discutir nas reuniões não resolvia, principalmente, pois elas levavam horas sobre os mais variados temas. Só restava um lugar, e o mais importante: a sala de aula. A frente foi ali, semana sim semana não (as aulas eram alternadas com as de filosofia), ela se manifestava, por 45 minutos.
Para alguém que quer se contaminar com um verme temido pelos grandes (sejam eles posição ou “oposição” ao sistema), não dá para entrar numa sala e falar justamente sobre sociologia, sem falar sobre a vida das pessoas que estão ali. Seria absurdamente mais fácil dar aula se desse para fazer isso, fato, mas FELIZMENTE não dá!
Não sei dizer como foram aquelas aulas para cada um dos estudantes, principalmente pq a margem de desistência é enorme em um cursinho popular. Mas lá estava eu, tentando estabelecer pontes, mostrar que a vida deles é o maior exemplo do conteúdo da disciplina, e justamente da forma deturpada e de foco neoliberal que se apresentam os conteúdos.
Sei dizer sobre duas pessoas, que não vejo necessidade de citar nomes, pois elas sabem quem são, e sabem da importância que foi tudo aquilo. Um dia, tive que sair do cursinho. E eis o maior resultado de uma aula com uma perspectiva libertária:
Na ultima aula que eu ia dar, ia ser a abertura do tema Ideologia. Me lembrei de uma frase que conheci no Museu da Resistência em São Paulo, ouvindo os depoimentos dos presos onde era o “saudoso” DOPS. Um desses depoimentos falava de uma frase escrita em sangue na cela, que era algo assim: “Meu amor, resisti o tanto quanto pude, mas não tanto quanto você resistiu a mim”
No depoimento, a ex-prisioneira falava que haviam tomado aquilo como um poema de resistência. Escrevi essa frase na lousa e comecei falando que era minha ultima aula, e que começava com aquela frase justamente pela “história” dela, para retomar a idéia de ideologia e contra-ideologia. E terminei falando em luta, contra si mesmo, contra a ideologia, contra as influências inconscientes que nos afastam da liberdade.
Eu vi um choro, possivelmente dois, mas um era nítido. Eu senti vontade de chorar também, por  tudo. Talvez devesse ter chorado, talvez não. Acabou a aula e fui ao banheiro. Quando volto, vejo duas pessoas dos choros paradas em frente a sala. Fomos pro bar, e ali conversamos sobre tudo o que foram as aulas, sobre tudo o que pode ser lutar, sobre liberdade, sobre amor, caos,  angústia, solidão, esperança, dominação, disciplina e medo... E ali, vendo aqueles dois dizendo o que aquelas aulas foram pra eles, eu percebi que é preciso lutar, sempre, em qualquer brecha que surgir, e que em todo momento ela se faz necessária, pois a pressão, a condução de nossas vidas pelas mãos de outros, é constante, enraizada, e tem respaldo e base de atuação com formação de séculos...
Se alguém me perguntar um dia de que adiantou se só dois se sentiram assim, eu respondo com um pedido, o de perguntar a estes dois a mesma coisa que me perguntaram...

PS: E não, não são meras impressões, mas sim pautadas no que me foi dito.

Anarke Vicius

sábado, 4 de junho de 2011

Grécia - Berço da Civilização Ocidental + Paidéia

[Grécia] Políticos são atacados por manifestantes e fogem de barco na ilha de Corfu
Na noite de quarta-feira (01 de junho), por volta das 22h30, centenas de "indignados", na ilha de Corfu, se reuniram em torno de um restaurante chamado Velha Fortaleza, onde estava acontecendo um jantar para os eurodeputados que participam em questões de imigração e refugiados na Europa.
Entre os eurodeputados presentes no jantar estava a ministra do Trabalho, Anna Dalara, Ntinos Vrettos, deputado do Pasok (Partido Socialista Grego), Angela Gerekou e Nikos Dendias, que é também vice-presidente do Conselho de Refugiados, entre outras autoridades.
Os manifestantes bloquearam a saída do restaurante, evitando que os políticos pudessem sair e começaram a gritar slogans como "ladrões" e "traidores", entre outros. Como resultado, foi enviado uma embarcação para a ministra, os eurodeputados e autoridades, para que pudessem deixar a ilha sem grandes transtornos.
O porta-voz do governo sob ataque
O porta-voz do governo grego Yiorgos Petalotis foi atacado e vaiado pelos cidadãos do bairro de Argyroupolis, em Atenas, onde participava de um ato do partido no poder, o Pasok. Mais de 50 pessoas o estavam esperando na porta, e, quando ele chegou, começou o ataque verbal e o lançamento de ovos, iogurtes e pedras. A multidão foi repelida pela polícia.
Este tipo de incidentes está crescendo na Grécia desde que o país entrou em recessão. O episódio mais grave até agora foi o espancamento do ex-ministro grego dos transportes Kostis Hatzidakis, quando este saia do Parlamento, em 15 de dezembro passado.
O vice-primeiro-ministro grego Theodoros Pangalos foi atacado por manifestantes várias vezes nos últimos meses.
Em setembro passado, o radiologista de 60 anos, Prapavesis Stergios, jogou um sapato contra o primeiro-ministro grego George Papandreou, quando ele deixava um evento internacional em Tessalônica.
O ministro da Saúde, Andreas Loverdos, foi forçado a deixar a apresentação do seu livro no início de março, após um grupo de cidadãos entrar na livraria em que estava acontecendo o evento e começar a insultá-lo. O deputado da oposição, da Nova Democracia, Aris Spiliotopoulos, também estava presente e teve de deixar o local entre vaias e insultos.
Os ataques contra funcionários do governo grego no último ano e meio já totalizam mais de 90.
vídeos:
agência de notÃícias anarquistas-ana
gota no vidro
um rosto na janela
olhar perdido
Carlos Seabra
Discussão Libertária!! forumlibertario@grupos.com.br 
 
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Post do KRISIS que resume alguns acontecimentos na Grécia [clique aqui]